Não se engane
Muito churrasco. Muita bebida. Música
caipira rolando solta e muita diversão. Assim são os churrascos que acontecem
sempre no último sábado de cada mês na fazenda Florença. Dia de reunir toda a
italianada: família e amigos. Colocar as fofocas em dia, azaração e muita
comilança.
A cem metros da casa grande, há um lago. Bem próximo dele, construíram um tablado coberto, com sofás e bancos dispostos ao redor, uma pequena cozinha e, logicamente, a churrasqueira. Um pouco mais adiante fica o disputado banheiro.
Resumindo o fato: a mocinha, ao se sentar no vaso sanitário, sentiu algo grudar em sua nádega (esquerda ou direita, não importa agora), deduzindo ser algum bicho, deu-se início à gritaria. Era apenas uma pequena perereca que se refugiou no ambiente úmido do interior do vaso sanitário.
Poucos dias depois, seu primo, o Umberto, pegou um cabo de enxada, cortou ao meio e o torneou na forma de um porrete e o colocou em pé ao lado da porta do banheiro. Sobre ele, afixou na parede uma plaquinha onde se lia: “Matador de perereca”.
No próximo churrasco, os homens, preocupados com suas mulheres e também com as alheias, sempre que viam uma entrar no banheiro, diziam a ela:
— Leve o porrete. Mas, cuidado pra não matar a perereca errada!
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